Quando o dólar está alto, vale a pena comprar lá fora?
Depende. Em momentos de dólar acima de R$ 5,50, a importação fica desinteressante para a maioria dos produtos de eletrônica e moda — o preço com câmbio alto + impostos (60% federal + 17-22% ICMS) supera em muito o preço nacional de produtos similares. Por outro lado, produtos exclusivos ou que custam o triplo aqui (como certos componentes de PC, ferramentas profissionais ou roupas de marcas estrangeiras) ainda podem compensar.
Antes de comprar, faça a conta completa: cotação do dia × IOF (3,38%) × spread do banco (~2-4%) + impostos de importação. Se o resultado ainda for menor que o preço aqui, ok. Se a diferença for de menos de 20%, prefira o nacional pela garantia, troca e prazo.
Cotações: comercial, turismo e cartão
Existem várias "cotações" do dólar circulando, e elas não são iguais:
- Dólar comercial: usado entre bancos e empresas. É o mais baixo e o que vemos nos noticiários.
- Dólar turismo: casas de câmbio para viagens. Costuma ser 3-5% mais alto que o comercial.
- PTAX: média do Banco Central. Usado em contratos e como referência oficial.
- Cotação do cartão: aplicada pelo banco emissor do seu cartão na data de fechamento da fatura. Quase sempre acima do comercial. Nessa cotação ainda incide o IOF de 3,38%.
IOF em compras internacionais
O IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) incide em qualquer compra internacional paga em moeda estrangeira com cartão. A alíquota atual é de 3,38% sobre o valor convertido para reais. Em viagens, esse IOF aparece em compras feitas no exterior em qualquer moeda; em e-commerce, aparece em compras de sites estrangeiros como Amazon US, eBay, sites internacionais de roupas etc.
Em sites como AliExpress e Shein que oferecem o programa Remessa Conforme, o pagamento já é feito em reais e o IOF não se aplica diretamente — mas o "câmbio" cobrado pela plataforma costuma ter um spread embutido. Vale comparar antes de pagar.