Como calcular o consumo de energia
A fórmula básica é simples: Consumo (kWh) = (Potência em Watts × Horas de uso) ÷ 1000. Depois multiplique pelo preço do kWh da sua região para descobrir o custo. Por exemplo: um ar-condicionado de 1200W ligado 8 horas por dia consome (1200 × 8) ÷ 1000 = 9,6 kWh/dia. Em 30 dias, são 288 kWh, o que dá cerca de R$ 259 por mês a R$ 0,90 o kWh.
A potência (W) sempre vem na etiqueta do aparelho ou no manual. Em alguns casos, vem em ampères (A) — basta multiplicar pela voltagem (110V ou 220V) para chegar nos watts. Aparelhos resistivos como chuveiros, ferros e fornos elétricos têm potência fixa. Já aparelhos com motor ou compressor (geladeira, ar-condicionado) variam: consomem mais ao ligar e menos quando estabilizam.
Para uma estimativa mais precisa, considere também as bandeiras tarifárias da ANEEL, os impostos (ICMS, PIS, COFINS) e a contribuição de iluminação pública. O valor final na conta costuma ser 30-40% maior que o preço bruto do kWh. Para medições reais, existe um aparelho chamado wattímetro que custa cerca de R$ 50 e mostra o consumo exato de qualquer eletrodoméstico em tempo real.
Os 5 maiores vilões da conta de luz
- Chuveiro elétrico — sozinho pode representar 25-35% da conta. Banhos de 15 minutos no inverno custam mais que uma TV ligada o dia inteiro.
- Ar-condicionado — depende do BTU e horas de uso. Um split de 12.000 BTUs ligado 8h/dia custa R$ 250-350/mês.
- Geladeira — fica ligada 24h por dia. Modelos antigos consomem o dobro de modelos novos com selo Procel A.
- Máquina de secar roupa — uso intenso pode somar R$ 80-120/mês, mesmo sendo usada 3-4 vezes por semana.
- Forno elétrico e cooktop — quando substituem o fogão a gás, podem dobrar a conta de luz da casa.